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Personagens Bíblicos da História de Ester

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ester

Ester, livro que conclui a seção histórica do Antigo Testamento, narra eventos que ocorrem com os judeus que permaneceram na Pérsia. A grande importância do Livro de Ester está em testificar o cuidado secreto do Senhor com o Israel disperso. O nome de Deus não é mencionado, mas em nenhum outro livro da Bíblia a providência do Senhor é mais notável. Uns poucos remanescentes retornaram para Jerusalém. A maior parte da nação preferiu a vida fácil e lucrativa sob o governo persa. Mas Deus não os abandonou. O que Deus faz aqui por Judá, seguramente faz por todo o povo da aliança.

Embora a história de Ester pareça um conto de fadas, há fortes indícios de precisão histórica, e os judeus atribuem a origem da Festa do Purim aos acontecimentos registrados nesse livro. Para celebrar o livramento do povo, os dias 14 e 15 de adar se tornaram dias festivos que seriam observados todos os anos, precedidos de jejum no dia 13. Até hoje os judeus celebram o Purim, lendo em voz alta o Livro de Ester e recordando muitos outros milagres recentes de livramento.

O Livro de Ester pode ser dividido da seguinte maneira:
I – As festas de Xerxes (1.1-2.18)
A. Vasti deposta (cap. 1)
B. Ester coroada (2.1-18)

II – As festas de Ester (2.19-7.10)
A. Mardoqueu desmascara uma conspiração (2.19-23)
B. O complô de Hamã (cap. 3)
C. Mardoqueu persuade Ester a ajudar (cap. 4)
D. O pedido de Ester ao rei: o primeiro banquete (5.1-8)
E. Uma noite de insônia (5.9-6.14)
F. Hamã enforcado: o segundo banquete (cap. 7)

III – As festas do Purim (caps. 8-10)
A. O decreto do rei a favor dos judeus (cap. 8)
B. A instituição do Purim (cap. 9)
C. A promoção de Mardoqueu (cap.10)

Personagens do Livro: Ester, Hegai, Vasti, Rei Assuero (Xerxes), Mordecai ou Mardoqueu, Hamã, Zeres:

Rei Assuero (Xerxes):
O rei chamado Assuero neste livro é identificado na história profana como sendo o rei Xerxes. Assuero significa "rei venerável" não sendo um nome, mas um título. Temos outros assim, como faraó dos egípcios e Abimeleque dos filisteus. Assuero é mencionado em Ed. 4.6.
Xerxes assumiu o trono da Pérsia em 486 a.C., ou seja, trinta anos depois da inauguração do templo em Jerusalém. Ele era filho de Dario, que havia confirmado a ordem de Ciro para a reconstrução do templo. O seu reino era vasto, abrangendo o Oriente Médio desde as fronteiras da Índia até a Etiópia, incluindo os reinos da Pérsia, Média e Babilônia. Ele reinou por 21 anos, até 465 a.C.
A Pérsia havia chegado ao ápice do seu domínio territorial, e Xerxes tinha grandes ambições de invadir a Europa através da Grécia.
Todos os príncipes e administradores principais na Pérsia e na Média e os maiores senhores das províncias estavam perante ele. No terceiro ano do seu reinado, ele os convidou para verem durante seis meses as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza.
Deve ter sido um período de muitas viagens e excursões através do seu território, bem como de visitas aos seus palácios, templos e tesouros, provavelmente em grupos obedecendo a roteiros próprios, não todos necessariamente de uma vez ou sem interrupção, mas de forma que ao final do período todos tivessem tido oportunidade de ver o que ele lhes queria mostrar.
A Pérsia era um dos países mais poderosos do mundo, e o rei que detinha aquele poder, era um dos homens mais ricos do mundo. Os reis persas gostavam de exibir a sua riqueza, e até usavam pedras preciosas em suas barbas. Na Pérsia os homens usavam jóias para indicar a sua posição social. Mesmo os soldados levavam jóias com eles para as batalhas.
Terminados os seis meses, em seu encerramento, Xerxes fez um convite a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, para festejos durante sete dias no pátio do jardim do palácio real.
Susã (Lírio) era uma cidade magnífica, ao oriente do rio Tigre, e cerca de 230 quilômetros ao norte da cabeceira do golfo Pérsico e 320 km a leste de Babilônia. Entre suas ruínas têm sido encontradas muitas relíquias, os alicerces do esplêndido palácio de Susã que era uma das residências do rei, e muitas obras de arte que ilustra o que a Bíblia fala dela (Daniel 8:2). Ali Daniel teve uma das suas visões (Daniel 8), Neemias iniciou sua vida em público (Neemias 1) e foi onde tiveram lugar a maioria dos acontecimentos relatados no livro de Ester.
No Livro de Ester, Assuero é retratado como um rei poderoso, com um grande império, que reinou desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias (Et. 1.1).

VASTI:
Vasti que significa beleza incomum.  Rainha da Pérsia, esposa do rei assuero (Et. 1). No último dia do banquete oferecido por esse monarca. Vasti foi convocada para mostrar sua beleza diante dos convidados. Ela recusou o convite e essa atitude gerou controvérsias entre os conselheiros do rei. Receosos de que a desobediência da rainha desacreditasse todos os homens do reino diante de suas esposas, eles depuseram Vasti e procuraram uma nova rainha para substituí-la.
Hegai (eunuco)
Um dos eunucos do Rei Assuero, responsável pelo harém real (Et. 2.8). Quando Vasti desobedeceu à ordem do rei, Hegai foi encarregado de encontrar uma mulher que a substituiria como rainha. Ele reuniu moças virgens e formosas de todas as partes do Império e as levou para a fortaleza de Susã, onde receberiam tratamentos de beleza e seriam preparadas para serem apresentadas ao soberano. (Et.2.3). Entre aquelas jovens, estava Ester. Logo tornou-se a preferida de Hegai (v.9). Ele lhe deu alimentação e tratamentos de beleza especiais, de modo que, no final, ao ser apresentada ao rei, foi considerada a mais linda, e Assuero a constituiu sua esposa. O conselho de Hegai sobre o que ela vestiria e o que levaria consigo quando fosse à presença do rei foi um dos fatores decisivos que a tornaram rainha (v.15).
Ester
Também conhecida por Hadassa, era uma jovem judia, da tribo de Benjamim, cujos os pais morreram na época do exílio babilônico. Foi criada por um primo, chamado Mordecai (Et. 2.5-7). Estavam entre os judeus que habitavam na fortaleza de Susã. A vida de Ester mudou quando a rainha Vasti recusou-se a mostrar sua beleza durante um banquete oferecido pelo rei.
Ester floresceu em sua nova posição, assim como seu primo Mordecai. Sua fé, entretanto, foi realmente provada quando o primo Mordecai aproximou-se dela e transmitiu-lhe a sentença de morte de seu povo. Ele descobrira um complô organizado por Hamã, um alto oficial do rei, para aniquilar os judeus e sabia que somente Ester era capaz de ajudar a salvar o povo de Deus. Hamã persuadira Assuero a assinar uma ordem que decretava o massacre dos judeus. Ester seria obrigada a tomar uma decisão. Arriscaria sua própria vida, se procurasse o rei sem ser convidada, ou permaneceria em silêncio e comprometeria a vida de todos os judeus. Mediante a expressão: “Se eu perecer, pereci”, tomou a decisão de falar com o rei. Com todos os judeus de Susã unidos em oração e jejum, Ester buscou ajuda do marido contra Hamã. No final, o inimigo dos judeus foi enforcado por ordem do rei e, embora o decreto original não pudesse ser revogado, Assuero deu a permissão especial aos judeus para se defenderem contra o iminente massacre. Assim eles fizeram e foram salvos (Et 3 a 9).
Hamã
Filho de Hamedata tinha um alto cargo político no reinado de Assuero, na Pérsia (Et. 3 a 7). Quando Mordecai recusou-se a joelhar-se, em sinal de respeito a Hamã, este ficou extremamente irado e tramou a morte dele e a do seu povo.
Persuadiu o rei a assinar um decreto que ordenasse a total destruição dos judeus, acusados de não obedecerem às leis do império medo-persa. Mordecai soube do complô e pedia ajuda a sua prima e Rainha Ester. Ela, no entanto, nunca confessara ser da descendência judaica e sabia que tal comunicação talvez significasse sua morte. Mesmo assim, decidiu ajudar o povo de Deus. A rainha convidou o rei Assuero e Hamã para um banquete, o qual este supôs que seria em sua honra. Pelo contrário, Ester denunciou o complô dele contra seu povo e pediu ao rei que poupasse os judeus do extermínio. Furioso, Assuero levantou-se da mesa e foi para o jardim, enquanto Hamã lançava-se aos pés de Ester e implorava misericórdia. O rei voltou e pensou que ele desejasse molestar sua esposa; ordenou então que Hamã fosse morto imediatamente, numa forca preparada para Mordecai (Et. 7). O rei então atende ao pedido de Ester e assinou um decreto paralelo, pelo quais os judeus recebiam autorização para se defenderem (Et. 9). Eles sobreviveram e agradeceram por aquele dia e pela vitória sobre Hamã numa festa chamada Purim. A esposa de Hamã chamava-se Zeres e seus filhos mais tarde foram  todos mortos pelos judeus.
ZERES (ESPOSA DE HAMÂ)
Esposa de Hamã, uns dos principais ministros no governo persa do rei Assuero. Ela tinha uma influência considerável sobre o marido e não gostava de vê-lo aborrecido. Quando Mordecai recusou reclinar-se diante dele e reverenciá-lo (Et.3.2; 5.9-14). Zeres aconselhou o esposo a pedir permissão ao rei para enforcar o judeu. Posteriormente, quando os planos de Hamã foram atrapalhados pela rainha Ester, aparentemente ela foi a primeira a perceber que o marido não prevaleceria contra os judeus. Provavelmente, ela entendeu a soberania de Deus de Israel até mesmo sobre os negócios do reino persa e sua família (Et. 6.13).
REFLEXÃO:
O jejum feito com fé e humildade, aliado à coragem agrada a Deus e o crente recebe a resposta.

Bibliografia:
- bible-facts.info
- Quem é quem na Bíblia Sagrada – Editora Vida
- Manual Bíblico SBB – Sociedade Bíblica do Brasil
- Biblia de Estudo NVI
- Bíblia de Estudo Scofield

2 comentários:

taina disse...

Vocês tinham que resumir mais istuu pq tenho que fazer um trabalho e não consigo ! então .. por favor emm !

23 de maio de 2010 10:59
Unknown disse...

Com preguiça de lê taina? Por favor emm!

10 de dezembro de 2016 12:17

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